Fazer um diário de aprendizagem é vantajoso porque ao escrever eu sou obrigada a parar e pensar: “O que é que eu realmente entendi esta semana?”. Isso ajuda-me a organizar as ideias e a perceber onde estou a evoluir e onde ainda preciso de apoio. Também sinto que me ajudaria a memorizar melhor, porque passo do “ouvir na aula” para “explicar com as minhas palavras”.
Sobre usar o ChatGPT para escrever no meu lugar, não é certo. O diário tem que ter a minha voz, as minhas confusões e descobertas. O ChatGPT pode ajudar-me a melhorar a estrutura ou a tirar dúvidas de português, mas se ele escrever por mim, eu perco a parte mais importante: a reflexão. E sem isso, o diário deixa de ter valor para mim e para a avaliação.
Em termos práticos, ainda tenho dúvidas sobre o formato ideal. Penso que não precisa de ser um texto muito longo. 20 a 30 minutos por semana já dá para escrever 3 a 4 parágrafos: começar com o contexto da semana, depois falar do que aprendi e das dificuldades, e terminar com o que pretendo fazer para melhorar. Acho razoável fazer isso semanalmente, porque se deixar acumular vou esquecer detalhes importantes e o texto fica forçado.
Outra inquietação minha: e quando falto à aula? No início pensei “se não fui, não escrevo”. Mas agora vejo que posso usar o diário justamente para registar como tentei repor a matéria: se falei com colegas, se vi os slides, se pesquisei. Assim o diário continua a mostrar o meu processo, mesmo fora da sala.
Quanto à avaliação, faz sentido que o diário seja usado para isso. Não para dar nota à escrita perfeita, mas para mostrar como estou a pensar sobre a minha aprendizagem.