1. Verbos como assistir (no sentido de "ver") e aspirar (no sentido de "pretender") exigem a preposição a, mas o mesmo verbo pode ter outros significados com regência diferente (ex.: assistir o doente – transitivo direto). Qual é o método mais prático para identificar, numa frase concreta, qual a regência correta, sem ter de recorrer sempre ao dicionário?
2. Quando um verbo é pronominal (ex.: esquecer-se de, arrepender-se de), o pronome se funciona como parte integrante da regência (exigindo a preposição de). No entanto, há verbos em que o se é apassivador ou indeterminador, e aí a regência do verbo original parece alterar-se (ex.: Vendem-se casas vs. Precisa-se de pedreiros). Como é que o aluno distingue, na prática, se o se está a mudar a regência do verbo ou se está apenas a mascarar a estrutura subjacente, sem cair em erros de concordância (ex.: Precisa-se de pedreiros e não Precisam-se)?
3. Quando um nome (ex.: obediência) e o seu verbo correspondente (obedecer) regem ambos a mesma preposição (a), como é que eu sei, numa frase como A obediência às regras é fundamental, se a preposição é exigida pelo nome ou pelo verbo que o acompanha? E essa distinção tem implicações práticas na construção da frase?