CAUSAS DA DEFICIÊNCIA INTELECTUAL
Fatores Genéticos: São problemas nos genes ou cromossomos herdados dos pais. O principal exemplo é a Síndrome de Down, causada por um cromossomo 21 extra. Outros casos incluem a Síndrome do X-Frágil e a Fenilcetonúria, doença em que o bebê não produz uma enzima essencial e, se não for tratado logo, acúmulo de substâncias tóxicas no cérebro.
Fatores Extrínsecos (Ambientais): São influências externas que prejudicam o cérebro. Antes do nascimento, incluem infecções na gravidez (rubéola, toxoplasmose, Zika), álcool e drogas, desnutrição da mãe e exposição a toxinas como chumbo. Durante o parto, a principal causa é falta de oxigênio no cérebro. Depois do nascimento, destacam-se meningite, traumatismos cranianos, desnutrição grave nos primeiros anos e falta de estímulos e afeto em ambientes muito pobres ou institucionalizados.
PREVENÇÃO
A prevenção acontece em três níveis:
Primária (evitar o que ocorre): Vacinar a mãe contra rubéola, tomar ácido fólico na gestação, não usar álcool ou drogas, fazer pré-natal completo e realizar o Teste do Pezinho ao nascer para detectar doenças metabólicas precocemente.
Secundária (minimizar os danos): Fazer estimulação precoce com fisioterapia e fonoaudiologia nos primeiros 3 anos de vida, tratar infecções como meningite rapidamente e garantir boa alimentação e apoio psicossocial à família.
Terciária (promover autonomia): Incluir a criança na escola com adaptações, treinar habilidades do dia a dia e manter acompanhamento médico para tratar outras condições associadas.